Uma grande quantidade de equipamentos é acionada por motores elétricos que transmitem uma determinada rotação e torque por meio de sistemas de transmissão flexíveis, especificamente pelo uso de correias. Estas apresentam, no seu perfil transversal, o formato em V, mas também existem correias que, comparadas com as de formato em V, oferecem maior precisão de rotação entre o sistema de acionamento e o sistema acionado, ou seja, sincronizam a rotação durante a partida, o funcionamento e a parada da máquina, e é daí o nome do segundo tipo de correias de transmissão flexíveis, as correias síncronas ou sincronizadoras. Embora as correias sejam um elemento mecânico de suma importância na nossa atualidade, poucas atualizações foram encontradas na literatura consolidada dos cursos de Engenharia Mecânica, forçando em alguns casos a seguir o procedimento de cálculo errado ou desatualizado para a seleção de um tipo de correia, levando em consideração o que hoje se encontra disponível no mercado. Nesse sentido, esta publicação busca apresentar os cálculos consolidados da literatura acadêmica para a seleção correta de uma correia flexível e atualizar os mesmos com gráficos e fatores padronizados pelos principais fabricantes desse tipo de elemento mecânico. Também são abordadas as principais normas internacionais usadas para a fabricação de correias e suas respectivas polias. Finalmente, com o intuito de consolidar o procedimento de cálculo de uma correia de transmissão, é apresentado um estudo de caso que busca a seleção da melhor correia flexível.
Um dos elementos de transmissão mais usados e que ainda proporciona a inclusão de novas tecnologias na Engenharia Mecânica é a engrenagem de aço cilíndrica de dentes retos. Embora seja um elemento mecânico muito usado na indústria e testado pelos cientistas, há pouca informação atualizada e disponível sobre seu equacionamento no Sistema Internacional para o cálculo à fadiga: análise de tensão ao contato e consequente avaliação da resistência ao crateramento na superfície do dente da engrenagem; análise da tensão à flexão e consequente avaliação da resistência a fratura na região do cordão raiz do dente da engrenagem. Para tal, tem-se mapeado os artigos mais relevantes dos últimos 8 anos da área de Engenharia Mecânica que abordam a análise desse elemento mecânico, destacando a norma ANSI/AGMA 2101 para o sistema internacional. Nesse sentido, o presente trabalho detalha dita norma e a complementa com informações da literatura consolidada de Projeto de Máquinas, proporcionando ao mundo acadêmico e industrial, mais um material que possa auxiliar no projeto para a análise de uma engrenagem, nos  seus cálculos de análise à fadiga e mitigação de possíveis falhas causadas por erros de projeto. Para maior entendimento da aplicabilidade dessa norma, foi desenvolvido um estudo de caso que compara a norma AGMA com resultados obtidos no software Solid Edge que usa para seus cálculos a norma ISO 6336. O principal resultado deste trabalho é a comprovação que os resultados de ambas normas diferem muito, sendo os valores no Solid Edge mais conservadores. Finalmente, este trabalho compartilha uma planilha com todo o equacionamento para a análise analítica de qualquer engrenagem cilíndrica reta de aço, seguindo a modelagem analítica da norma ANSI/AGMA.Palavras-chave: AGMA 2101-D04. Engrenagem cilíndrica reta, ISO 6336. Solid Edge.